Mulher vai a hospital com cólica renal e descobre DIU 'desaparecido' há três anos próximo ao intestino

  • 11/07/2024
(Foto: Reprodução)
Bárbara Armendro, de 30 anos, diz que contraceptivo foi encontrado em uma tomografia. Um médico havia dito a ela que o dispositivo intrauterino havia sido expelido enquanto a paciente estava com dengue. Paciente deu entrada no hospital com cólica renal e descobriu DIU que havia sido 'expelido' pelo corpo há três anos Arquivo pessoal Uma mulher, de 30 anos, deu entrada no hospital com sintomas de cólica renal, em decorrência de pedras nos rins, e acabou submetida a uma cirurgia de emergência para a retirada de um dispositivo intrauterino (DIU), que havia se deslocado para a cavidade abdominal -- o contraceptivo foi encontrado durante a tomografia. A paciente também fez a remoção dos cálculos renais. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Após a retirada do DIU, a paciente Bárbara Armendro disse ter sentido medo, mas ficou aliviada por ter resolvido o problema. Há três anos, segundo ela, foi informada por um médico que o corpo tinha expelido o contraceptivo quando ela contraiu dengue. A mulher, que trabalha como consultora imobiliária, recebeu a informação sobre a expulsão do DIU Mirena (hormonal) em abril de 2021, no Hospital de Bertioga. Depois disso, ela trocou de método contraceptivo e passou a viver sem preocupações. A descoberta que o DIU ainda estava no corpo aconteceu em junho deste ano, no Hospital Beneficência Portuguesa de Santos (SP). De acordo com a equipe médica, o dispositivo, na posição em que foi encontrado, oferecia risco de perfurar o intestino de Bárbara. DIU foi localizado na cavidade abdominal de moradora de Santos (SP) Arquivo pessoal “Entrei com uma dor de cabeça e febre e saí com duas cirurgias. Eu ainda não consegui assimilar tudo”, disse. Segundo a médica ginecologista e obstetra Maria Carolina Dalboni, o caso de Bárbara pode ser considerado raríssimo. Isso porque, normalmente, a paciente apresenta sintomas quando o DIU se desloca da cavidade uterina (veja adiante). Descoberta Bárbara gravou stories no Instagram, em 22 de abril de 2021, sobre 'desaparecimento' do DIU Arquivo pessoal Bárbara colocou o DIU em novembro de 2020, no Hospital Santo Expedito (Apas) de Santos, seis meses após ter uma filha. Diagnosticada com dengue em abril do ano seguinte, ela teve um sangramento muito forte e estranhou, já que não menstruava por causa do DIU. Quando deu entrada no Hospital de Bertioga, segundo ela, o médico fez um ultrassom abdominal e disse que as imagens não mostravam o DIU. Ele atribuiu a expulsão do objeto do organismo a uma possível evolução da dengue para hemorrágica. Acreditando no que foi dito, Bárbara passou a viver como se o método contraceptivo não estivesse mais em seu corpo. Para evitar uma gravidez indesejada, ela começou a tomar injeções trimestrais como método contraceptivo. Em 26 de junho deste ano, já morando em Santos (SP), Bárbara foi até a Beneficência Portuguesa com fortes dores. A médica suspeitou de pedra nos rins e receitou o exame de imagem que denunciou a posição do DIU. “Quando eu já estava saindo da sala da tomografia, a própria moça que fez o exame me chamou e falou: ‘moça, você tem um DIU?’. Eu falei: ‘não, não tenho’. Ela falou: ‘não, tem sim, e o seu DIU está na cavidade abdominal’”, recordou. Tomografia mostrou que DIU ainda estava no organismo de Bárbara Arquivo pessoal Com a descoberta, Bárbara foi submetida a duas cirurgias ao mesmo tempo, cobertas pelo plano de saúde: uma videolaparoscopia para retirar o corpo estranho e o implante de um duplo J – cateter que evita obstruções do fluxo urinário – para tratar o cálculo renal. “Quando ele [cirurgião] olhou o vídeo, [o DIU] estava muito próximo do meu intestino, com risco de perfuração”, afirmou. Bárbara disse que todo o processo foi muito rápido. Ela deu entrada no hospital na madrugada do dia 26 e, na noite do dia 28, foi submetida às cirurgias, recebendo alta na manhã de 29 de junho. Atendimento negado Como a família inteira de Bárbara mora em Bertioga e ela precisa de repouso, está ficando na cidade durante o pós-operatório. Segundo contou, ela foi até o Hospital de Bertioga no dia 30 porque estava com muita dor e sangue na urina, mas teve atendimento negado. “Quando eu falei, o médico plantonista de ginecologia que estava lá não quis me atender. Ele recusou atendimento, falou que não ia me atender porque não foi ele que fez a cirurgia em mim, não foi ele que disse que eu não tinha DIU, e ele não poderia colocar a mão em mim”, afirmou ela. Com a negativa, a jovem retornou ao Hospital Beneficência Portuguesa de Santos, onde foi internada no mesmo dia. Ela recebeu alta na noite de 1 de julho. Segundo a consultora imobiliária, uma médica da unidade orientou a realização de novos exames porque o DIU pode ter perfurado o útero dela. Na sexta-feira (12), ela retornará ao hospital santista para tirar os pontos. “Eu estou com dois pontos, um no umbigo e outro do ladinho da barriga", disse. Em nota, o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), que administra o Hospital de Bertioga, disse que não houve recusa de atendimento. "A paciente foi atendida na unidade em 30 de junho. O INTS reforça que foi aberta uma apuração interna para elucidação dos fatos." É comum? Dispositivo intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos oferecidos pelo Ministério da Saúde TV Globo/Reprodução De acordo com a médica ginecologista e obstetra Dalboni, é provável que o DIU de Bárbara tenha se deslocado na hora da colocação. É raro, mas quando isso acontece pode ser corrigido tranquilamente pelo profissional. “Normalmente, [o deslocamento] é porque na hora da colocação do DIU pode acontecer uma perfuração uterina. E, às vezes, o médico não percebe”, afirmou. Há outros casos em que o DIU sai do local onde deveria ficar, ainda que mais raros. Eles podem ser causados por contração uterina, levando o dispositivo a deixar o canal uterino, ou até mesmo por traumas abdominais. Outras opções são processos infecciosos que danifiquem a parede uterina ou alterações anatômicas que levem a paciente a ter malformação do útero. De acordo com a médica, existem atualmente os DIUs de prata ou cobre, que são eficazes mas apresentam maior facilidade de sair do local, descendo dentro do próprio útero para o canal cervical. Há também o DIU hormonal, como o de Bárbara. A profissional considera uma boa opção, já que além de não causar cólicas não aumenta o fluxo menstrual. Mesmo que saia do lugar e se desloque um pouco, o dispositivo continua liberando hormônio no organismo. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/mais-saude/noticia/2024/07/11/mulher-vai-a-hospital-com-colica-renal-e-descobre-diu-desaparecido-ha-tres-anos-proximo-ao-intestino.ghtml


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